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Reticências

Thu Mar 23, 2006, 2:51 PM
Porque reticências?

A resposta óbvia, porque não?

Esconde-se tanto do que não se quer dizer em reticências.
E no entanto não há forma mais óbvia de o mostrar, do que sendo reticente.

Quem não sabe que as reticências guardam algo por trás?

E quem esconde estar reticente?


"
Have you seen my heart around?
I remember it was laying next to yours
But It disappeared with you
I think he forgot to come back

If you see him around
could you tell him to come back
Tell him I miss him
Will you?
" by me

...

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Devious Info

  • Current Residence: somewhere to the north
  • Interests: sea, reading, music, learning, creating, being with friends
  • Favourite movie: adaptation,eternal sunshine of the spotless mind,lost in translation, dogville, life is a miracle
  • Favourite genre of music: a bit of everything: rock, electronic, jazz, classic, alternative, ...
  • Favourite artist: m-master
  • Favourite poet or writer: tertulia
  • Operating System: gentoo/linux
  • Personal Quote: <i>Because the only barometer you can use is your heart</i> from Adapatation
  • Tools of the Trade: my mind

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Comments


:iconfrozenpandaman:
:happycry:

--
:ekud: :la:   `>Q :>
 
:blushes: eli PANDAMAN™
        ._;
:silentkitty: ~rawr  :B !
:icondoglover3212:
OMG!!!!!!

--
I`m artistically challenged. Don`t argue with me or i`ll start rambling on about the reasons why i`m artistically challenged!!!
:iconpeppery:
Anyone! A tanto tempo!
Tenho te procurado pela net, mas parece me que ja nao paras por la...
Bem vim aqui p te agradecer o fav.no meu ultimo trabalho,mas tb p perguntares como estas .

Beijo*

--
My favourite word is maybe...
:icontertulia:
LOLADA total... há distância (eu pego num cento de varas de salgueiro bem fininhas e lanço-as repetidamente ao ar para que caiam bem no centro da minha espinha fina e pontiaguda e marquem aí um milhar... que digo eu?... um milhão de milimétricas linhas onde mandarei tatuar o à mais vocálico que conseguir encontrar nesta miséria de abecedário.)


era só isto. :blushes:

(a dança foi um sofrimento.) :faint:

:licking:

--
francisco.
:iconanyone:
hummm.... posso pedir dicas? :D

hmm... "centro da minha espinha fina e pontiaguda" podia ser o nome "tertulia" e a "espinha fina e pontiguda" seria o L ou i, agora o milhar e o milhão é que me baralham... mas "marcar um milhão" com o apóstrofo, quase que se associa ao "à". o "à" mais vocálico no abeced(á)rio é o "á" suponho :D

bom... provavelmente estou bastante longe do que tinhas em mente, mas fica para te entreteres as minhas associações conturbadas ;)

sinto muito que a dança tenha sido um sofrimento!!

(dependendo da situação é menos doloroso dançarmos nós ;) )

abraços grandes, da gaivota ... bom queria por aki qq coisa mais.... gaivota ..., mas n me vem nada à cabeça, por isso... vai assim, com comentário e tudo :)
:icontertulia:
:rofl: espinha fina e pontiaguda sou eu, niuâni! era apenas um auto-flagelo pelo erro distraído, nada mais, mas que grande algaraviada que tu para aqui puseste :p sim, de vez em quando a dança é um sofrimento, mas no dia seguinte voltei lá (sou teimoso, é bem verdade!) e já não foi tão impossível assim. quase ao meu lado sentava-se o herói de sempre, que até abriu a boca, imagina... e eu deixei cair a minha, claro está, com aquela intervenção tão curta e esclarecedora. é como tu dizias aqui há tempos... quem é bom, é bom sempre e mai'nada! eu, quando danço, é uma escandaleira pegada e faço-o sempre sozinho porque ninguém quer ver-se associado a este monte de braços e pernas e cabeça e gritinhos e pulos atirados para todo o lado :blushes: mas não é doloroso, agora que penso nisso...

aperto.

(está difícil de conseguir enviar-te aquela coisa...)

--
francisco.
:iconanyone:
:D

bom... ao menos foi bom para a risota!!! :)

eu a pensar que era suposto comentar o significado do que me deixaste por aki escrito!!! :D

isto é ao que eu chamo ter o cérebro a trabalhar em seco... moi moi moi e nada ;)

é um mal que me aflige constantemente :) invento histórias onde não existem :)


humm... ninguem quer ver-se associado a esse monte de braços e pernas... dançar é partilhar a dois o sentimento por uma música, não creio que não exista ninguem (ou tão poucas pessoas) que se disposissem a partilhar o que sentem por música contigo. É claro, como na música, nem todas as notas, nem todas as cordas, ressoam umas com as outras. Umas mexem-nos, outras nem por isso.

(não há problema :) não me vou embora tão depressa ;) )

abraços grandes :hug:

J
:icontertulia:
já deu, dá deu!!! ( eu faz a dança do já deu!, endiabradamente, partindo tudo em seu redor... as pipetas, os tubos de ensaio, os bicos do Bunsen ou lá como diabo se chamava o senhor que tanta dor de cabeça me dava :dance: ) Aqui está! estava difícil, bolas!!! e olha que estas aqui não levam constipações a tiracolo. enfiei-lhes um cento de comprimidinhos brancos pelos papos adentro, apesar dos protestos indignados e das penas espalhadas por todo o lado. eu bem expliquei que era para dar cabo de meia-dúzia de saudades que se manifestavam aí para os teus lados, mas não foi uma justificação suficiente para eliminar a reticência que mantinha os bicos fechados. e sabes, o cérebro a trabalhar em seco parece-me uma coisa perigosa. desliga-o por um bocadinho, assim de quando em vez, distraidamente, e dá corda ao outro músculo. não tem mal inventar (ou ver) histórias onde elas não existem, julgo eu... às vezes as histórias até acabam bem. de vez em quando não, é bem verdade, mas se vamos generalizar acabamos para aqui fechados em pontos finais e parêntesis, a pensar que nada se tem a perder. tem-se. tem-se, sim. e faz parte, julgo eu, também. e tenho lido as respostas, sim, e as palavras todas, por toda a parte. mantenho-me atento. (eu também não me vou embora tão depressa.)

abraço.

(o teu j é maiúsculo e não tem ponto final. gostei de ver. eu vou deixando o meu f assim pequenino e trancado, como uma tabuleta de aviso... e logo eu que nem cão tenho! :blushes: )

--
francisco.
:icontertulia:
ando há que tempos para vir aqui deixar-te uma coisita que te mate as saudades (se é que as há!) dos ares mais salgados que se vão respirando por aqui há distância de meia dúzia de mais ou menos minutos, mais ou menos passos, na direcção do horizonte. e ainda não é hoje, é verdade. hoje é dia de dança, niuâni, pois é. porque estou estafado e cansado e saturado e outros vocábulos menos próprios terminados em -ado que te iriam aborrecer (e a mim também) e não me está a apetecer aborrecer seja quem for, hoje. por isso, vou ver dança e amanhã trago então aquela coisita e deixo-a aqui a pairar. e depois logo me dirás o que tudo aquilo quer dizer, gaivoto. sim, é uma coisita com condição, pois então, uma coisita a exigir tradução por quem de direito. se bem que às tantas, com tanto quilómetro de permeio, com tanto gelo em redor, até já te esqueceste para que servem as asas.
eu duvido que assim seja. era o mesmo que pedirem-me para escrever pouco por onde quer que passe. e por falar nisso...

Conheço as palavras pelo dorso. Outro, no meu lugar, diria que sou um domador de palavras. Mas só eu - eu e os meus irmãos - sei em que medida sou eu que sou domado por elas. A iniciativa pertence-lhes. São elas que conduzem o meu trenó sem chicote, nem rédeas, nem caminho determinado antes da grande aventura. Sim. Conheço as palavras. Tenho um vocabulário próprio. O que sofri, o que vim a saber com muito esforço fez inchar, rolar umas sobre as outras as palavras. As palavras são seixos que rolo na boca antes de as soltar. São pesadas e caem. São o contrário dos pássaros, embora «pássaro» seja uma das palavras. A minha vida passou para o dicionário que sou. A vida não interessa. Alguém que me procure tem de começar - e de se ficar - pelas palavras. Através das várias relações de vizinhança, entre elas estabelecidas no poema, talvez venha a saber alguma coisa. Até não saber nada, como não sei.
Ruy Belo

:lambidela:, niuâni.

--
francisco.

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